O Escritor é um Colecionador

Não colecionamos fotos, histórias, perguntas e respostas, informações e objetivos por mera curiosidade. É por instinto. E não de forma aleatória, empilhando tudo em qualquer lugar.
A arte de escrever nos ensinou a ter um posicionamento, a buscar ideias, a transpor limites. Pesquisar e catalogar. Reunir informações para preservar a memória, a história, a vida.
Queremos escrever em silêncio para dar voz a quem não tem, queremos deixar memórias na mente das pessoas através de um texto, uma história, um versão diferente do que já foi visto.
Colecionamos perguntas para obter respostas, lágrimas para ver o sorriso renascer, cultivamos pausas para respirar e então voltar para os mistérios da vida. Colecionamos as dores de histórias tristes que merecem ser ouvidas.
Escrevemos para organizar ideias, fatos, mensagens e confrontos. Para sentir, catalogar, imprimir sensações entre leitores e amigos. Apostamos no futuro incerto, nos devaneios e delírios. E que um texto abre caminho a comunicação.
A verdade é que cada escritor tem um processo diferente e único de encarar os fatos e reescrever histórias. E sim, somos lentos em alguns casos. Precisamos pensar antes de reagir.
Colecionamos de tudo um pouco. Preservando o passado, o presente com visão para o futuro, de que tudo o que escrevemos hoje, possa ser lido amanhã.
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