Aquilo que parece Incomum

Escrevo todos os dias. Sem pressa.
Escrevo para não esquecer de um sonho, um pensamento, uma história.
Por isso escrevo, como se o mundo lá fora esperasse algo novo.
Primeiro eu penso, sondo, pesquiso, organizo as ideias.
Primeiro quero saber o problema para depois dar a solução.
Primeiro eu ouço, observo, desconfio, avalio a situação.
Imagino a primeira versão. escrevo a história, mudo o nome do personagem.
Imagino um rosto, um traço, um sorriso, uma expressão.
Imagino a voz, a respiração, uma característica marcante.
O desenrolar da história acontece, de forma lenta, outras vezes rápida.
O desejo, a dor, a culpa, o medo, a distração.
A audácia, a coragem, a vida, a alma.
A segunda versão parece boa, mas com cautela organizo os pensamentos.
A segunda versão muda um pouco de tudo.
A segunda versão supera a primeira e dá uma nova perspectiva.
A escrita te dá a chance de reinventar histórias.
E mesmo que pareçam iguais, é só outra estrada, talvez mais lenta,
para aquilo que parece incomum.
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